A Federação Portuguesa de Futebol está a preparar uma exposição formal à FIFA, com o envolvimento direto do presidente Pedro Proença, para evitar que Cristiano Ronaldo seja impedido de competir no arranque do Mundial 2026. O documento baseia-se em três argumentos principais: o ambiente hostil criado antes do jogo pelo selecionador irlandês, o próprio lance da expulsão e o registo disciplinar exemplar do capitão português.
A FPF, já informada pela FIFA da abertura de um processo disciplinar, considera que as declarações de Heimir Hallgrímsson — que acusou Ronaldo de influenciar a arbitragem no jogo anterior entre as duas equipas — contribuíram para um clima adverso dirigido ao avançado português.
No que diz respeito ao lance que originou o cartão vermelho direto, a federação defende que Ronaldo, que foi agarrado repetidamente ao longo do encontro, reagiu por frustração ao contacto de Dara O’Shea, acabando por atingi-lo com o braço. A FPF sublinha ainda que esta foi a primeira expulsão de Ronaldo em mais de 200 jogos pela Seleção, algo que considera demonstrar um comportamento exemplar ao longo de duas décadas.
A federação acredita que estes elementos são suficientes para que a FIFA aplique apenas o castigo mínimo, ou seja, um jogo de suspensão.
Ronaldo foi dispensado dos trabalhos da Seleção após o encontro em Dublin, que terminou com derrota por 2-0 frente à Irlanda, num jogo em que os portugueses poderiam ter garantido o apuramento direto para o Mundial. Se a sanção ultrapassar um jogo e Portugal assegurar a qualificação, o capitão poderá falhar partidas da fase final do torneio, que se disputará nos Estados Unidos, Canadá e México, entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.





