A Federação Portuguesa de Basquetebol mostrou-se compreensiva com a decisão levada a cabo pelos clubes de não comparecerem às duas primeiras jornadas da Liga Portuguesa de Basquetebol.
Os alegados atrasos nos processos de inscrição de jogadores extracomunitários, decorrentes das mudanças legislativas no que toca à imigração, acabaram reconhecidos pela FPB.
No total os 12 clubes não comparecem aos jogos da segunda jornada, previstos para o próximo fim de semana, tal como tinha acontecido na primeira ronda. Reclamam que os atrasos impedem a verdade desportiva.
“A FPB foi compreensiva com a situação, reconhecendo que os processos não têm sido tratados nos prazos definidos”, afirmou a Federação em comunicado.
Na Liga feminina, o entendimento não foi unânime entre os clubes, motivo pelo qual a competição iniciou na data prevista, embora com constrangimentos.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) «nem sempre conseguiu cumprir o que está disposto no Protocolo» estabelecido entre o Estado e cinco federações, entre as quais a de basquetebol. No futebol, esses problemas já foram ultrapassados.
O referido protocolo “visa a agilização de procedimentos para a concessão de autorização de residência a atletas e treinadores profissionais para os primeiros escalões” das respetivas modalidades e previa que a AIMA respondesse aos processos submetidos “em prazo não superior a dois dias”. No entanto, esses prazos têm sido superiores.
“A FPB efetuou contactos recorrentes com as entidades envolvidas, quer a nível operacional, quer governamental, com o intuito de garantir o cumprimento dos prazos de resposta por parte da AIMA ou de encontrar soluções alternativas. Infelizmente, apesar da recetividade que têm demonstrado os membros do Governo, ainda não foi possível desbloquear a situação”, lamenta.
A “principal dificuldade prende-se com a obtenção dos registos criminais dos países de origem certificados. (…) A situação agrava-se ainda mais no caso de atletas de nacionalidade norte-americana, que representam a maioria dos estrangeiros no basquetebol português”, detalhou a Federação.





