A Federação Portuguesa de Futebol criou a Plataforma Nacional de Combate à Manipulação das Competições Desportivas.
O organismo deu a conhecer que a criação desta plataforma visa dar uma resposta à manipulação de resultados e apostas ilegais no desporto, mas também emitir pareceres científicos e técnicos, transmitir informações relevantes e centralizar informações.
A plataforma ficará a cargo do coordenador da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, isto depois de ser aprovada pela Assembleia da República.
Este órgão conta com diversos peritos, indicados pela Procuradoria-Geral da República, entre eles a Polícia Judiciária, o Mecanismo Nacional Anticorrupção, pela Comissão de Coordenação de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo, bem como do Comité Olímpico de Portugal e do Instituto Português do Desporto e Juventude.
“A única federação que tem assento” neste órgão é a Federação Portuguesa de Futebol, após aprovação no Parlamento, a 1 de dezembro.
O governo através de comunicado deu conta que este é o maior “avanço no combate aos comportamentos antidesportivos e à corrupção no desporto”.
“A reforma do regime jurídico da integridade do desporto, com destaque para a criação da Plataforma para o Tratamento da Manipulação das Competições Desportivas, vem por sua vez responder às múltiplas ameaças à verdade desportiva, nomeadamente a manipulação de resultados através de apostas e de apostadores”, lê-se ainda no comunicado, publicado aquando da aprovação na Assembleia da República.





