Farioli define plano de evolução para Rodrigo Mora e pede paciência aos adeptos

Rodrigo Mora não foi utilizado na estreia do FC Porto na Liga, mas o treinador Francesco Farioli tem delineado um plano claro para o camisola 86. A estratégia assenta no desenvolvimento individual e coletivo do jovem formado no Olival e na convicção de que, no FC Porto, o ativo mais valioso é a equipa.

Questionado sobre a ausência do criativo de 18 anos na primeira jornada, Farioli foi taxativo: «É e vai ser um jogador importante para o FC Porto. Não há dúvida sobre o valor que tem e o que representa. É muito bom ter este nível de talento e vamos continuar a trabalhá-lo», afirmou o técnico italiano, que considera secundária a discussão sobre a sua titularidade imediata.

O treinador entende que o crescimento de Mora deve ir além da mera presença no onze inicial, centrando-se antes no patamar que o médio poderá atingir quando estiver plenamente adaptado aos métodos e às ideias do FC Porto. O objetivo é lapidar o seu talento de forma gradual, sem apressar etapas, para colher os frutos a médio prazo — um modelo que Farioli já aplicara no Ajax, potenciando jogadores como Jorrel Hato (transferido para o Chelsea), Youri Baas (titular indiscutível) e Jorthy Mokio (internacional A belga aos 17 anos).

Os argumentos do técnico encontram suporte nos dados estatísticos. «A época é longa, há muitos jogos e gosto de utilizar vários jogadores. A contribuição do Rodrigo será muito importante este ano», reiterou após a vitória frente ao Vitória SC . A última temporada comprova a filosofia: ao serviço do Ajax, Farioli utilizou 37 jogadores na Eredivisie, igualando o recorde de atletas utilizados numa única época da competição.

Para Mora, a mensagem é clara: manter total compromisso, interpretar de forma irrepreensível as funções sem bola e confiar que a oportunidade de brilhar chegará no momento certo.