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Embarcação portuguesa vence terceira etapa e lidera Ocean Race Europe em vela

A embarcação portuguesa da Mirpuri Foudantion Racing Team venceu a terceira etapa da Ocean Race Europe na chegada a Génova, em Itália, e lidera a classificação geral na classe VO65, à frente da AkzoNobel Racing Team.

O VO65 Racing for the Planet, dos velejadores portugueses Bernardo Freitas, Frederico Melo e Mariana Lobato, foi o primeiro a cortar a meta, à frente das restantes seis embarcações, e soma agora 18 pontos, um de vantagem sobre AkzoNobel Racing Team, após uma corrida muito equilibrada e em que nem sempre liderou.

“Que recuperação! Esta regata foi completamente louca, parece que foram duas semanas a velejar. Lutámos muito, sabíamos que até à chegada nada seria decidido porque a chegada a Génova seria sempre complicada. Acabou por correr a nosso favor. A sorte nem sempre está do nosso lado, mas desta vez sorriu-nos a nós”, comentou no final o ‘skipper’ do VO65 português, Yoahnn Richomme.

Depois da vitória na regata costeira em Cascais e do triunfo na segunda etapa oceânica entre Portugal e Alicante, a tripulação portuguesa partiu de Espanha com destino ao porto italiano com o objetivo de ganhar alguma vantagem sobre a concorrência, algo que só conseguiu na reta final da uma corrida marcada por ventos fracos.

“Foi, sem dúvida, a mais difícil de velejar. Começámos muito bem, a liderar logo na saída de Alicante, mas depois surgiram várias opções táticas de ‘aproach’ e vimos a frota a dividir-se muito rapidamente, o que para nós, liderando a regata, tornou mais difícil de controlar a frota”, contou à Lusa Bernardo Freitas.

Seguindo “a estratégia que fazia mais sentido à Mirpuri Foudantion Racing Team”, acrescenta o velejador olímpico, numa etapa com “ventos muito fracos e muitas transições”, em que flutuavam “sem navegar para lado nenhum”, o Racing for the Planet acabou por perder o comando.

“Foi frustrante, porque tínhamos uma boa vantagem e, em oito horas, acabamos por ser os únicos a ficar parados e perdemos a liderança. Não baixámos os braços e lutámos até ao fim. No final, tomámos uma decisão que, felizmente, funcionou e, com muitos nervos e emoção, chegamos à frente”, relatou.

Já Frederico Melo, além de lembrar “uma etapa muito longa” e a “estratégia conservadora” adotada, “de estar com a maior parte da frota e, aos poucos, tentar chegar ao topo”, sublinha ter sido “super importante vencer” na chegada a Génova.

“Navegámos, consistentes, sempre com o moral em cima e agora só falta uma regata costeira para tentar alcançar o nosso objetivo que é ganhar a Ocean Race Europe”, completou, em declarações à Lusa.

 

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