Crise à vista: SC Braga perde gás e adeptos contestam Carlos Vicens

O SC Braga atravessa um momento delicado. Depois de um início de época promissor, coroado com a qualificação para a fase de liga da UEFA Europa League, os resultados começaram a cair e a confiança também.

As vitórias iniciais na Liga, ambas por 3-0 frente a Tondela e Alverca, deram lugar a dois empates a duas bolas com Aves SAD e Rio Ave, e, mais recentemente, a uma derrota caseira (0-1) no dérbi com o Gil Vicente.

A exibição fraca e o desaire frente ao rival valeram assobios e lenços brancos no Estádio Municipal. Carlos Vicens não fugiu à responsabilidade, reconheceu a frustração dos adeptos, mas garantiu reação:

«Não era este o resultado que queríamos. Preparámos o jogo para vencer e dar uma alegria aos adeptos, mas falhámos. Temos de nos levantar. Estamos apenas na 5.ª jornada, há muito campeonato pela frente e vamos trabalhar para vencer já em Guimarães», disse o técnico espanhol, admitindo ser «natural que os adeptos estejam insatisfeitos com os últimos jogos em casa».

A pressão é forte e a resposta terá de estar à altura da identidade guerreira do clube. O calendário, porém, não ajuda: até à paragem de outubro para compromissos internacionais, o SC Braga terá pela frente cinco jogos de alto risco — começando já no dérbi minhoto, no sábado (20h30), frente ao Vitória de Guimarães. Seguem-se os duelos com Feyenoord e Nacional (em casa), e ainda Celtic e Sporting (fora).

Uma sequência exigente que pode ditar muito do futuro imediato: vitórias devolveriam confiança e união, mas novos deslizes poderão aumentar a contestação nas bancadas.