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Champions: Líder técnico do PSG destaca fase de grupos difícil

O atual treinador do Paris Saint-Germain Christophe Galtier chegou em julho, tendo cumprido já 22 jogos sem uma única derrota, com a equipa a marcar 59 golos e a consentir apenas 16. Agora, com as competições interrompidas, devido ao Mundial 2022, o treinador, em entrevista ao jornal espanhol Marca, fez um balanço destes primeiros meses, considerando que é um privilégio treinar a equipa do Parque dos Príncipes.

O treinador começou por abordar o percurso imaculado, ainda sem derrotas. «Quando és treinador do PSG tens de ter essa ambição, sempre com muita humildade, mas quando estás num clube com jogadores com um nível tão elevado, existe essa obrigação dos resultados. Percebi rapidamente o potencial do grupo e a determinação dos jogadores de fazerem uma grande primeira parte da temporada», começou por destacar.

Uma primeira parte com um total de 59 golos marcados e apenas 16 consentidos, sete deles na fase de grupos da Liga dos Campeões, onde o PSG se qualificou no segundo lugar, atrás do Benfica. «O plantel que tenho à minha disposição tem um carácter muito ofensivo e a minha reflexão é a seguinte: temos de marcar golos. O PSG é uma montra internacional, com jogadores de classe mundial e a primeira reflexão que tive quando cheguei foi a de criar um ambiente onde o jogador sinta que pode marcar golos. Sofremos demasiados golos na Champions, é evidente que há uma diferença entre a Liga dos Campeões e o nosso campeonato», comentou.

O PSG era claro favorito na fase de grupos, mas acabou por ficar em segundo lugar pela diferença de golos. «Quando foi o sorteio da fase de grupos eu tinha acabado de chegar e olhei para o historial da equipa na competição nos últimos anos. Evidentemente que há mutos anos que o PSG passa a fase de grupos. O meu objetivo era fazer isso, pelo menos, tão bem como os meus antecessores. Isso tornou-se uma obsessão», destacou.

A verdade é que não foi tão fácil como podia parecer. «Juventus, Benfica e Haifa. Parecia fácil. Mas não foi. Nada é fácil na Champions. Além disso, nas análises, ninguém teve em conta a dificuldade do calendário desta temporada. É a primeira vez na história do futebol com m calendário tão compacto e difícil. Praticamente todas as semanas havia Champions. Acho que foi por isso que algumas equipas que normalmente passam a fase de grupos e desta vez não o conseguiram. Jogámos em três meses e meio o que normalmente jogamos em quatro ou cinco meses», afirmou.

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