A UEFA Champions League continua a gerar receitas bilionárias para a UEFA a cada temporada, com cerca de 100 emissoras em todo o mundo a adquirirem diferentes pacotes de transmissão.
Contudo, segundo uma investigação da Bloomberg, a federação europeia está a estudar alterações na forma como esses direitos são comercializados. Agora, emissoras e plataformas de streaming poderão concorrer para adquirir direitos em vários mercados ao mesmo tempo, algo que antes não era permitido.
A UEFA também avalia a possibilidade de contratos de longo prazo, algo que não acontecia há 20 anos devido às restrições impostas pela Comissão Europeia, que limitava os acordos a três anos para incentivar a concorrência. Um novo modelo poderá ainda incluir uma oferta global, permitindo que um único fornecedor transmita jogos para todo o mundo. Espera-se que os concursos para o período pós-2027 sejam lançados nas próximas semanas.
Os contratos de longo prazo tornam-se cada vez mais atrativos para a UEFA, especialmente depois do sucesso nos Estados Unidos, onde a Paramount garantiu em 2022, por 1,5 mil milhões de dólares e com acordo plurianual até 2030, os direitos de transmissão da Champions.
O interesse das grandes plataformas de streaming pelos eventos desportivos cresce, embora até agora se concentrem mais nos jogos de maior destaque do que em pacotes completos. A mudança na forma de licitação surge também na sequência do novo formato da Liga dos Campeões, com fase de grupos ampliada, que elevou o número de jogos de cada equipa e resultou num aumento de 18% nas receitas de transmissão nos seis principais mercados da UEFA.





