O Real Madrid vai a eleições, após anúncio feito pelo seu presidente Florentino Pérez, revelando também que a sua direção se irá recandidatar.
Os requisitos para se apresentar a votos são extremamente exigentes.
O obstáculo mais difícil é o aval bancário necessário, que corresponde a 15% do orçamento geral do clube, segundo a imprensa espanhola.
Com um orçamento atual de 1280 milhões de euros, qualquer candidatura terá de apresentar um pré-aval no valor de 187 milhões de euros. Este montante deve ser garantido exclusivamente pelo património pessoal dos membros da candidatura, não apenas do presidente. Além disso, o custo para obter um aval desta magnitude pode rondar os dois milhões de euros.
Uma alteração estatutária recente endureceu ainda mais as condições. Anteriormente, o aval podia ser formalizado após a eleição, mas agora tem de se tornar efetivo no momento em que a nova direção é eleita. O pré-aval bancário, emitido por uma entidade registada no Banco de Espanha, deve garantir que se converterá automaticamente em aval definitivo assim que a candidatura vencedora tome posse.
Para além da barreira financeira, o artigo 40.º dos Estatutos Sociais do clube estabelece outros critérios rigorosos para os candidatos. Para o cargo de presidente, é exigida uma antiguidade ininterrupta de, pelo menos, 20 anos como sócio do Real Madrid. Para os vice-presidentes, o requisito é de 15 anos, e para os restantes membros da direção, 10 anos.
É preciso ser de nacionalidade espanhola e maior de idade, estar em dia com as suas obrigações sociais para com o clube, não estar sujeito a qualquer sanção que o inabilite para o desempenho de cargos diretivos, não exercer cargos de direção noutros clubes de futebol, nem estar no ativo como jogador, árbitro ou treinador.
Após a convocatória oficial das eleições, abre-se um prazo de dez dias naturais para a apresentação das candidaturas.





