Benfica volta a vencer o Tirsense e está na final do Jamor

O Benfica está de volta ao Jamor. Com nova goleada ao Tirsense, desta vez por 4-0 na Luz, as águias carimbaram com categoria a presença na final da Taça de Portugal, agendada para 25 de Maio frente ao rival de Alvalade. A eliminatória, que já parecia resolvida após o expressivo 5-0 na primeira mão, foi encerrada com um total de 9-0, confirmando o regresso do Benfica a uma final que não disputava desde 2021, quando perdeu em Coimbra diante do Sp. Braga.

Para os encarnados, esta é uma oportunidade de ouro para reconquistar uma prova que lhes escapa desde 2016/17, naquela que será a sua 38.ª presença no Jamor — recorde absoluto na história da competição. Ao longo do século XXI, o Benfica soma apenas três Taças, num período em que viu rivais como o FC Porto e o Sporting encurtarem distâncias no palmarés. Com Roger Schmidt ao leme, o clube da Luz procura agora reforçar o seu estatuto de recordista, com 26 troféus conquistados até ao momento.

Do outro lado da história está o Tirsense. Um clube modesto, que milita no quarto escalão do futebol português, mas que viveu esta campanha como um verdadeiro conto de fadas. Tornaram-se no primeiro emblema deste nível a chegar às meias-finais da Taça de Portugal, um feito que enche de orgulho Santo Tirso e todos os que seguem o futebol com paixão. Contra o poderio do Benfica, sabiam que a missão era quase impossível, mas não abdicaram da identidade: entraram em campo sem complexos, com intensidade, dignos de quem percebeu que esta caminhada foi uma vitória em si mesma.

Quase 30 anos depois do último Benfica-Tirsense, a história repetiu-se, mas desta vez com contornos únicos. Os “jesuítas” despedem-se da Taça com uma goleada pesada, sim, mas também com a cabeça erguida, conscientes de que fizeram história e deixaram uma marca que não será apagada.

Agora, os olhos viram-se para o Jamor. O Benfica reencontra o Sporting numa final que promete emoções fortes, numa das rivalidades mais intensas do futebol nacional. E a Taça de Portugal, essa, volta a ganhar o brilho que só finais entre gigantes conseguem dar-lhe.