O Benfica revelou os resultados financeiros relativos ao primeiro semestre da época 2025/26, indicando um desempenho positivo, embora inferior ao registado no mesmo período do ano anterior.
Entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025, o clube alcançou um lucro de 29 milhões de euros, menos 5,6 milhões do que no período homólogo. Esta redução deve-se sobretudo à aplicação do Método de Equivalência Patrimonial (MEP), em particular à contabilização da parte do resultado da Benfica SAD correspondente à participação do clube. Também contribuíram o menor impacto das receitas associadas à passagem do futebol feminino para a SAD e os custos relacionados com o processo eleitoral.
No que diz respeito aos principais indicadores, o resultado operacional recorrente, excluindo efeitos como o MEP, a transferência do futebol feminino e os encargos eleitorais, atingiu 6,7 milhões de euros, representando um crescimento de 6%. Já os rendimentos operacionais recorrentes chegaram aos 36,8 milhões de euros, um aumento de 3%, enquanto os gastos operacionais recorrentes subiram para 30 milhões de euros, mais 2% face ao período homólogo.
A transferência definitiva da exploração do futebol feminino para a SAD teve um impacto de 0,4 milhões de euros neste semestre. Por sua vez, o processo eleitoral para os órgãos sociais, realizado em duas voltas, gerou custos de 3,2 milhões de euros.
Em termos de balanço, o ativo totalizou 122,6 milhões de euros, um crescimento significativo de 36% face a junho de 2025. O passivo fixou-se nos 85,3 milhões de euros, aumentando 4%, enquanto o passivo externo ao Grupo Benfica diminuiu 5%, situando-se nos 36,5 milhões de euros.
Os fundos patrimoniais registaram uma subida expressiva, atingindo 37,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 341%. O resultado operacional consolidado foi de 53,7 milhões de euros, mas, sem o contributo das operações com direitos de atletas, seria negativo em 0,8 milhões de euros.
Por fim, o resultado líquido consolidado chegou aos 44,6 milhões de euros, dos quais 29,5 milhões são atribuídos ao clube. A dívida líquida ascendeu a 204 milhões de euros, evidenciando um ligeiro aumento de 1,2% em comparação com o final do exercício anterior.





