Sete anos depois, o AC Milan volta a saborear o palco de uma final da Taça de Itália — e fá-lo com autoridade, afastando o eterno rival Inter com uma vitória robusta por 0-3 em pleno Giuseppe Meazza. Um triunfo claro, carregado de simbolismo, numa noite em que a equipa de Sérgio Conceição deixou bem vincada a sua ambição de devolver glória ao clube milanês.
Depois do empate a um golo na primeira mão, tudo estava em aberto para o segundo capítulo desta meia-final de luxo. E foi aí que surgiu Luka Jovic. O avançado sérvio, conhecido dos adeptos portugueses pelo seu passado no Benfica, brilhou a grande altura: abriu o marcador aos 36 minutos e aumentou a vantagem logo a abrir o segundo tempo, aos 48. A estocada final foi dada por Reijnders, já em cima dos 90, num golo nascido de um rasgo de Rafael Leão. João Félix ainda entrou nos minutos finais, mas já nada pôde fazer para inverter o rumo dos acontecimentos.
Com esta vitória, Sérgio Conceição está a um passo de escrever mais um capítulo de sucesso no seu percurso como treinador, podendo conquistar o segundo título da época — depois da Supertaça — e relançar um Milan sedento de voltar às grandes conquistas. A última Taça de Itália conquistada pelos “rossoneri” remonta a 2003, um hiato que pesa num clube habituado a estar entre os melhores.
A final aproxima-se e tudo indica que o adversário será o Bolonha, que tem um pé na decisão após vencer o Empoli por 0-3 na primeira mão. Mas seja qual for o oponente, este Milan mostra sinais claros de identidade, de solidez e de ambição.
A caminho do Olímpico de Roma, há um grupo unido, liderado por um treinador que respira competitividade, determinado a devolver ao Milan a grandeza que o tempo nunca apagou — apenas adormeceu.





