A mudança de comando técnico no Cruz Azul marca o início de um novo capítulo no clube mexicano. Após a saída de Martín Anselmi, que deixou o clube no início do Clausura 2025 para assumir o FC Porto, Vicente Sánchez assumiu como técnico interino e conseguiu estabilizar a equipa num momento delicado. No entanto, apesar dos bons resultados e da conquista expressiva da Liga dos Campeões da Concacaf — com uma vitória esmagadora por 5-0 sobre os Vancouver Whitecaps na final —, Sánchez não continuará à frente da equipa.
Segundo o jornal Ámbito, a decisão da diretoria foi influenciada por um desentendimento irreversível entre Vicente Sánchez e o diretor desportivo Iván Alonso. Os dois uruguaios, outrora amigos próximos, romperam completamente a comunicação nos bastidores do clube, e a tensão tornou insustentável a permanência de Sánchez.
Internamente, há quem defenda que a direção ofereça ao treinador um cargo nas categorias de base, como forma de preservar a imagem institucional. No entanto, tudo indica que Vicente Sánchez não aceitará essa solução. Em 28 partidas no comando da equipa principal, ele somou 18 vitórias, 8 empates e apenas 2 derrotas, além de gerar aproximadamente 15 milhões de dólares em receitas desportivas.
Para o seu lugar, foi anunciado Nicolás Larcamón, técnico argentino conhecido pelo seu trabalho consistente em clubes como Puebla, León e mais recentemente Necaxa. A chegada de Larcamón representa uma aposta num projeto mais duradouro e estruturado, com o objetivo de consolidar o Cruz Azul entre as principais forças do futebol mexicano e continental.
Com um plantel valorizado e expectativas elevadas após a recente conquista continental, Larcamón terá agora o desafio de manter o nível competitivo e conquistar a confiança de uma torcida exigente e atenta aos rumos institucionais do clube.





