Senegal ou Marrocos: um deles vai erguer o troféu e tornar-se no novo rei do futebol africano. A final da Taça das Nações Africanas coloca, este domingo, frente a frente dois países que sabem o que é vencer a prova, mas que carregam histórias bem diferentes. Os marroquinos contam com a vantagem de jogar em casa, enquanto os senegaleses chegam com a memória recente de quem já sabe ganhar finais.
Desde o início da competição, Marrocos foi apontado como um dos grandes candidatos ao título, estatuto reforçado pela histórica campanha no Mundial de 2022, onde terminou no quarto lugar. A equipa de Walid Regragui respondeu dentro de campo e chega à decisão com um percurso sólido, embora tenha precisado das grandes penalidades para afastar a Nigéria nas meias-finais.
O Senegal apresenta números idênticos: cinco vitórias e apenas um empate, registado ainda na fase de grupos. A diferença está na experiência recente. Os Leões da Teranga disputaram e venceram a final de 2022, frente ao Egito, também nas grandes penalidades, conquistando assim o único título africano da sua história. Sadio Mané, líder da seleção, pode repetir o feito, depois de já ter deixado pelo caminho Mohamed Salah nesta edição.
Do lado marroquino, a espera é bem mais longa. A única conquista da CAN remonta a 1976, há precisamente 50 anos. Curiosamente, nessa altura Walid Regragui, atual selecionador, tinha apenas alguns meses de vida. Meio século depois, tenta conduzir o país a um título que se transformou quase num mito para várias gerações.
Antes mesmo do apito inicial, a final começou fora das quatro linhas. A Federação Senegalesa manifestou fortes críticas à organização, levantando questões relacionadas com segurança, alojamento, treinos e distribuição de bilhetes. Em comunicado, os senegaleses revelaram ter recusado treinar no complexo Mohamed VI, por ser o local habitual de trabalho da seleção marroquina, aguardando ainda a definição do espaço para a última sessão de preparação.
Apesar do clima tenso nos bastidores, tudo se decidirá dentro de campo. A final está marcada para este domingo, às 19 horas, em Rabat, onde Marrocos tentará quebrar um jejum de 50 anos e o Senegal procurará confirmar que já não é uma exceção, mas uma potência instalada no futebol africano.





