VAR do Santa Clara-Sporting foi suspenso no âmbito do processo Apito Dourado

A atuação de Rui Silva no papel de vídeo-árbitro no encontro entre o Santa Clara e o Sporting, disputado na quinta-feira para a Taça de Portugal, reacendeu a contestação em torno da arbitragem portuguesa, depois de uma análise ao penálti favorável aos leões se ter prolongado por cerca de 12 minutos, lance que resultou no empate já perto do final do tempo regulamentar.

A demora na decisão motivou críticas públicas por parte do Santa Clara e do FC Porto, num contexto em que a arbitragem nacional tem estado sob forte escrutínio. O episódio trouxe novamente para a atualidade o historial disciplinar do árbitro natural de Vila Real, que já esteve envolvido em outros casos polémicos ao longo da carreira.

Em 2009, Rui Silva foi suspenso durante 20 dias no âmbito do processo Apito Dourado, na sequência de uma alegada falsificação do relatório de um jogo, situação que marcou negativamente o seu percurso enquanto árbitro principal.

Mais tarde, em 2013, voltou a estar no centro da controvérsia após dirigir o encontro entre o Beira-Mar e o Arouca, também a contar para a Taça de Portugal. Na altura, a SAD do clube arouquense manifestou forte desagrado com a arbitragem, considerando injustificada a marcação de três grandes penalidades a favor do adversário, bem como a exibição de dois cartões vermelhos aos seus jogadores, um dos quais entendido como indevido.

Apesar de já não arbitrar jogos no terreno desde a época 2022/2023, Rui Silva continua integrado nas equipas de arbitragem como vídeo-árbitro. Na presente temporada, soma 14 jogos desempenhados nessa função, incluindo o recente encontro entre açorianos e leões, que voltou a colocá-lo sob os holofotes da crítica.