Rui Pinto orgulhoso como “denunciante” mas sem responder à juíza

O julgamento de Rui Pinto, criador da plataforma Football Leaks, onde divulgou documentos confidenciais do mundo do futebol e alegados esquemas de evasão fiscal, começou esta sexta-feira, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, adiantou à Lusa fonte judicial.

Rui Pinto falou em tribunal embora não tenha respondido a qualquer pergunta da juíza.

O informático pediu para fazer uma declaração, que durou cerca de três minutos, e na qual garantiu que vai transmitir toda a verdade.

O criador dos Football Leaks diz que está numa situação estranha, dado que é arguido e testemunha protegida. Assume-se como whistleblower [denunciante] e não como «um mártir», como quiseram fazer dele.

O arguido de 31 anos garantiu que revelou as informações que conseguiu porque eram «demasiado graves» e mostrou-se orgulhoso com o trabalho que fez, uma vez que algumas das suas revelações levaram à abertura de vários inquéritos, além de terem contribuído para a liberdade da imprensa e para que os direitos europeu e nacional estarem mais atentos a situações semelhantes.

Rui Pinto terminou a sua declaração a afirmar que não tem «vergonha nenhuma» do que fez, que terminou o seu trabalho como whistleblower, e que nunca denunciou nada por dinheiro.

Aníbal Pinto esteve também presente no julgamento e assumiu que vai provar ponto por ponto tudo o que tem a provar à justiça.

Rui Pinto o “denunciante”, segundo assume o próprio, criador da plataforma Football Leaks, está acusado de 68 crimes de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, além dos crimes de sabotagem informática à SAD do Sporting e de tentativa de extorsão à Doyen.

Partilhar