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Sporting insiste nos 22 títulos e entrega à FPF parecer independente

O presidente do Sporting entregou esta semana ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol um parecer independente que vai ao encontro dos argumentos do emblema leonino, que alega há vários anos ter no palmarés 22 títulos de campeão nacional em vez dos 18 que lhe são oficialmente reconhecidos.

Isso mesmo é confirmado no editorial da mais recente edição do Jornal Sporting, no qual é informado que o parecer – «Os campeonatos nacionais de futebol de 1921 a 1940» – é o resultado de um trabalho de análise de vários meses da responsabilidade de Diogo Ramada Curto e Bernardo Pinto Cruz, respetivamente professor e doutorando do Instituto Português de Relações Internacionais.

Informa o Sporting que, após análise a «centenas de páginas e documentos», «todos os caminhos levaram aos 22 títulos».

As conclusões da investigação rebatem assim a leitura da Federação Portuguesa de Futebol. O organismo máximo do futebol nacional entende que o Campeonato de Portugal (não confundir com o atual terceiro escalão), realizado entre 1921 e 1938, é a prova antecessora da Taça de Portugal e não da Liga portuguesa, criada em 1934.

O Sporting remete para a leitura da acta do Congresso Extraordinário da FPF de 1938, que menciona o tema, e a interpretação que faz é que os vencedores das Ligas realizadas entre 1934 e 1938, ano da última edição do Campeonato de Portugal, não podem ser consagrados campeões nacionais.

«Evitando antecipar a leitura do referido parecer, não haverá agora dúvidas de que a FPF lavra num enorme erro, e que face às evidências constantes deste parecer, terá obrigatoriamente de o corrigir», aponta o editorial do Sporting.

Se a Federação deixasse de considerar como detentores do título de campeão nacional os vencedores da Liga entre 1934 e 1938 e admitisse todos os vencedores do Campeonato de Portugal como campeões nacionais, o Sporting e o FC Porto passariam, respetivamente, a ter 22 e 32 campeonatos em vez dos 18 e 29 que lhes são reconhecidos. O Benfica manteria os 37 (perderia três da Liga, mas ganharia três campeonatos de Portugal). Além disso, a lista de clubes que se sagraram campeões nacionais subiria de cinco para oito, com as entradas de Olhanense (1923/24), Marítimo (1925/26) e Carcavelinhos (1927/28). O Belenenses passaria ainda de um para quatro títulos.

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