Lewis Hamilton com camisola investigada pela FIA

A Federação Internacional Automóvel está a investigar o automobilista Lewis Hamilton, depois de o atleta ter usado uma camisola com uma frase onde pedia a prisão dos polícias que mataram a americana Breonna Taylor – uma mulher negra baleada oito vezes em casa em Louisville, Kentucky, pela polícia dos Estados Unidos, em março.

“Prendam os polícias que mataram Breonna Taylor” , dizia a camisola de Hamilton.

De acordo com a BBC, um porta-voz da FIA disse que o assunto estava “sob consideração ativa”, justificando que Federação Internacional Automóvel é uma organização apolítica e, como tal, está a considerar se a camisola de Hamilton infringe os estatutos da organização.

Quando questionado sobre se a FIA considerava que a vestimenta trazia uma mensagem política, o porta-voz disse: “Essa é a consideração que estamos a examinar”.

Depois de vencer a corrida do Grande Prémio da Toscana, no domingo, Hamilton disse:

“Tenho procurado alertar para o facto de que há pessoas a ser mortas nas ruas. Alguém foi morto na própria casa e os polícias ainda estão em liberdade.”

A camisola foi usada pelo atleta durante uma demonstração anti-racismo numa pré-corrida e no pódio do Grande Prémio da Toscana.

A F1 e a FIA montaram uma campanha anti-racismo e pró-diversidade este ano, que inclui manifestações anti-racismo antes de cada corrida.

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