Sousa Cintra acusa Varandas de não unir os sportinguistas

O antigo presidente do Sporting Sousa Cintra considerou esta sexta-feira que o atual líder dos ‘leões’, Frederico Varandas, não conseguiu unir os sportinguistas e defendeu a necessidade de diálogo interno no clube.

“O doutor Varandas chegou e quis alterar as coisas. Na campanha, disse que queria unir os sportinguistas e não foi isso que fez. Mas como ia fazer isso daquela forma? Manda o treinador embora, o Peseiro tinha estado no Sporting um ano e pouco, levando o clube à final da Europa [Taça UEFA em 2004/05] e perdeu o campeonato desse ano no último jogo com o Benfica”, disse.

Sousa Cintra, que presidiu ao clube entre 1989 e 1995 e ocupou a presidência da SAD durante dois meses, por nomeação, após a saída de Bruno de Carvalho, falava à entrada do tribunal de Monsanto, onde foi ouvido como testemunha abonatória no processo da invasão à academia do clube, em maio de 2018.

O antigo presidente lamentou que depois da tomada de posse de Frederico Varandas como presidente, em setembro de 2018, o trabalho de comissão de gestão não tenha continuado.

“Com a comissão, o Sporting conseguiu recompor-se, tive pena de as coisas não terem corrido como a comissão fez. A comissão fez um trabalho brilhante. Numa situação tão difícil, conseguimos recuperar jogadores e dar alma nova ao clube”, afirmou.

Cintra, que entre junho e setembro liderou a SAD do clube, garantiu que nesse período “todos estavam comprometidos em ser campeões” e acrescentou: “Quando eu saí de presidente da SAD, o Sporting estava em primeiro lugar e já tinha jogado com o Benfica, na Luz, e com o [Sporting de] Braga”.

O antigo dirigente considerou que o atual clima de crispação entre a direção e as claques “poderia ter sido evitado”, admitindo, no entanto, que Frederico Varandas “tem as suas razões com as claques”.

“O importante é haver diálogo, nunca vi ninguém ganhar alguma coisa com guerras”, acrescentou.

Menos de dois meses depois de tomar posse, Frederico Varandas dispensou José Peseiro, o treinador escolhido pela comissão de gestão, e contratou o holandês Marcel Keizer, de cujos serviços viria também a prescindir um ano depois de ser eleito.

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