Alcochete: Advogados apontam contradições e discrepâncias a coordenador de segurança

Elementos da PSP junto à entrada do Tribunal do Barreiro onde ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e um dos líderes da claque Juventude Leonina Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, deverão ser presentes ao Juiz de Instrução Criminal no processo sobre a invasão a 15 de maio, à Academia do Sporting, no Barreiro, 13 de novembro de 2018. Bruno de Carvalho e Mustafá foram detidos no domingo, no âmbito da investigação da invasão à Academia do clube, em Alcochete, com base em mandados de detenção emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. CARLOS SANTOS/LUSA

O antigo coordenador de segurança da Academia de Alcochete foi confrontado, esta segunda-feira, com declarações prestadas na fase de inquérito, admitindo que se esqueceu de alguns “detalhes”, após um advogado apontar contradições no depoimento efetuado em tribunal.

Ricardo Gonçalves, à data dos factos coordenador de segurança e operações da Academia de Alcochete, está a ser ouvido na sétima sessão do julgamento da invasão à academia leonina, em 15 de maio de 2018, que decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Durante a inquirição o advogado Miguel Matias pediu ao coletivo de juízes que a testemunha fosse confrontada com os três depoimentos prestados, quer à GNR, quer à procuradora do Ministério Público Cândida Vilar, titular do processo, na fase de inquérito, alegando “contradições e discrepâncias” face ao depoimento prestado hoje.

O advogado fundamentou o pedido dizendo, nomeadamente, que Ricardo Gonçalves concretizou e individualizou mais agressões e agressores do que aqueles que indicou quando falou na fase de inquérito.

Além disso, a testemunha disse hoje que recebeu um telefonema do arguido Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, e que depois lhe telefonou, mas não indicou, até hoje, este telefonema.

Ricardo Gonçalves explicou que prestou declarações pela primeira vez na esquadra da GNR de Alcochete ainda na madrugada de 16 maio de 2018, após o ataque, “já a uma hora tardia e cansado”, justificação que provocou riso aos advogados dos arguidos.

Miguel Matias questionou a testemunha se desde que prestou declarações à GNR, em maio de 2018, e à procuradora Cândida Vilar, em agosto de 2018, sofreu algum tipo de pressão ou ameaça para que alterasse as suas declarações.

O advogado Miguel Fonseca pediu ao coletivo de juízes a nulidade desta parte do depoimento de Ricardo Gonçalves, sustentado tratar-se de “conversas privadas” e à porta fechada, entre o seu constituinte e o plantel, nas quais a testemunha não esteve presente.

O Lyon não conta com o lateral direito titular para o jogo com o Leipzig, a contar para a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Léo Dubois lesionou-se no jogo com o Estrasburgo, no sábado, e vai ser operado ao joelho esquerdo.

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