Militares da GNR prestaram declarações no caso de Alcochete

Elementos das Guarda nacional republicana, entram na Academia de Alcochete, após cerca de meia centena de indivíduos, de cara tapada, alegadamente adeptos ‘leoninos’, invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus, Alcochete, 15 de maio de 2018. MÁRIO CRUZ/LUSA. Fonte da GNR confirmou à Lusa estar a proceder à “identificação presencial de indivíduos que presumivelmente estiveram envolvidos” na ocorrência, recusando confirmar se foram efetuadas detenções no local ou nas imediações.

Foram ouvidos três militares da GNR na segunda sessão do julgamento do caso da invasão a Alcochete.

André Medinas, condutor do primeiro carro de patrulha da GNR a chegar a Alcochete, admite que esteve com vários jogadores dentro da academia, nomeadamente Rui Patrício, mas não se recorda de ver ninguém ferido.

A sessão ficou marcada pelo pedido de impugnação do auto de notícia realizado pela GNR, por Márcio Alves, comandante do posto, feito por um dos advogados de defesa de um dos arguidos, Miguel Matias.

“Pedimos a nulidade do auto de detenção que foi feito pela GNR, referindo que as declarações de alguns militares que estiveram na Academia após o ataque não batem certo. A questão que se coloca é se o que consta do auto corresponde à verdade. Invoco a falsidade desse auto, que terá como consequência não poder ser considerado como prova”, disse, no fim da sessão, à imprensa.

Nesta sessão, apenas 25 dos arguidos marcaram presença e, novamente, nenhum prestou declarações. Bruno de Carvalho pediu dispensa na segunda-feira e não marcou presença.

A terça sessão está marcada para quinta-feira, às 9h30.

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