Braga ironiza depois do alerta do Benfica sobre os calendários

PORTUGAL REUNIÃO LPFP

O Sporting de Braga ironiza, esta terça-feira, com o apelo do Benfica para que se “repense e altere” a calendarização das competições em Portugal. O clube minhoto estranha e saúda (de forma sarcástica) que a equipa que “mais se indignou” contra o adiamento do Boavista-Braga esteja, agora, “a rasgar as vestes contra o calendário”.

Diz o Braga, em comunicado, que “um raio de luz desceu sobre o futebol português, iluminando a visão de alguns dos seus responsáveis sobre uma calendarização que agora se revela caótica e sobre a qual há conclusões taxativas e críticas lancinantes”. “O deserto onde o SC Braga vinha pregando há já largos meses termina afinal num oásis, onde até se saciam aqueles que juraram desta água nunca beber”, referem os arsenalistas, numa “bicada” clara ao Benfica.

O Braga dissipa quaisquer dúvidas sobre o clube a que se refere ao “puxar” da ironia para saudar “que uma SAD com a responsabilidade do SL Benfica se junte à luta” por uma calendarização mais apropriada. Os minhotos esperam que o Benfica não fuja, agora, a essa linha de pensamento no futuro, especialmente quando esta posição não for tomada em benefício próprio.

“É um ato de contrição muito relevante por parte do clube que mais se indignou para que o Boavista FC x SC Braga se jogasse a 31 de outubro, bem dentro do tal ciclo caótico. Um reconhecimento tardio, é certo, mas que recebemos com muito agrado, cientes de que no futuro o SL Benfica será consonante com a posição agora tomada na crítica a uma calendarização que ajudou a formular enquanto membro das últimas CPC [Comissões Permanentes de Calendários]”, aponta o Braga.

O Braga salienta que defendeu o repensar da calendarização “em tempo oportuno” e não quando lhe foi oportuno.

O clube minhoto avisa, assim, que “as dificuldades que esta calendarização impõe aos clubes serão ainda mais agudas durante os próximos meses e em particular no início de 2020, quando tudo se estiver a decidir e quando um pensamento estratégico (que não houve) se revelar fundamental para, à escala europeia, se perceber que países vão atingir os seus objetivos e que países vão definhar, condenados à sua endémica falta de visão”.

Nesse sentido, o Braga aponta para a “necessidade de pensar a existência da Taça da Liga tal como a conhecemos”.

Na ótica do clube minhoto, a “menina dos olhos desta Liga” cria “vazios competitivos” e empurra jornadas do campeonato “para ciclos sobrelotados”, além de condicionar “todo o mês de janeiro”.

“Que seja a Taça da Liga o prego no caixão do futebol português é de uma ironia queirosiana, mas que da nossa parte não passará sem a devida denúncia: este estado de coisas é responsabilidade da Direção da Liga e dos clubes que a integram, mas é também o reflexo de um modelo de governação que o G15 já há denuncia dois anos como caduco, mas que Pedro Proença se recusa a reformar – contrariando o que prometera antes das eleições – e que ficará gravado na história como causa maior da nossa perda de competitividade”, atira o Braga.

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