Relação de Lisboa ordena prisão preventiva para “Mustafá”

O líder da Juventude Leonina, Nuno Mendes “Mustafá”, à saída do Tribunal do Barreiro, depois de ter sido ouvido no âmbito da investigação da invasão à Academia do Sporting, no Barreiro, 15 de novembro de 2018. O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e Mustafá, detidos no domingo e interrogados na quarta-feira, pelo juiz Carlos Delca, saíram hoje em liberdade, sujeitos a apresentações diárias às autoridades e o pagamento por cada um dos arguidos de uma caução de 70.000 euros, no âmbito da investigação ao ataque à academia de Alcochete. RUI MINDERICO/LUSA

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) ordenou a prisão preventiva do líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido por “Mustafá”, no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018.

Segundo o acórdão do TRL, a que a agência Lusa teve acesso, os juízes desembargadores deram provimento ao recurso da procuradora do Ministério Público Cândida Vilar, apresentado após o juiz de instrução criminal Carlos Delca ter aplicado ao arguido a medida de coação de apresentações diárias às autoridades e pagamento de uma caução de 70.000 euros, em novembro de 2018.

“Existem sérios perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação de inquérito, de fuga e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”, refere o despacho do TRL, que revoga a decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro, justificando a alteração da medida de coação com o facto de “Mustafá” estar acusado neste processo de tráfico de droga, ter antecedentes criminais e estar a ser julgado no processo de assaltos violentos a casas, que envolve o ex-inspetor da PJ Paulo Pereira Cristóvão por crimes de associação criminosa, roubo ou sequestro.

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