Sporting avança com participação na PJ após divulgação de relatório da auditoria

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, participa na conferência de imprensa do conselho diretivo do Sporting para fazer um balanço da situação do clube desde setembro de 2018, no Estádio de Alvalade, em Lisboa, 22 de fevereiro de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

O presidente do Sporting confirma que o clube vai avançar com uma participação na Polícia Judiciária (PJ) após a divulgação pública do relatório da auditoria feita às contas. Frederico Varandas acrescentou que também já foi aberto um inquérito interno.

Em declarações aos jornalistas depois da vitória do Sporting na Madeira, o líder leonino prometeu “perseguir quem o fez até às últimas consequências”.

“Na última semana, mais uma vez vimos a exposição pública do nosso clube, desta vez na divulgação criminosa do relatório da auditoria. Vamos responsabilizar quem o fez e já abrimos um inquérito interno e vamos avançar com uma participação à Polícia Judiciária. Vamos perseguir quem o fez até às últimas consequências e responsabilizá-los do ponto de vista civil e criminal”.

O dirigente máximo do clube de Alvalade deixou depois um recado interno a alguns dos ex-candidatos à direção do clube.

“Vejo muita preocupação de três ex-candidatos com a divulgação do relatório, algo que nós enquanto administração da SAD partilhamos, mas registo que não vi qualquer comentário de nenhum deles sobre termos conseguido fazer o empréstimo obrigacionista em dois meses, termos resolvido o problema de tesouraria que tínhamos, termos ganho a Taça da Liga e garantido a final do Jamor. Não vi nenhum comentário sobre isso, curiosamente”, refere.

Também antigos dirigentes da direção de Bruno de Carvalho foram visados.

“Mais surreal é ouvir comentar pessoas como o Bruno Mascarenhas ou Carlos Vieira. Estão preocupados com a auditoria, mas para mim é surreal essas pessoas não se lembrarem que fizeram parte de um Conselho Diretivo que foi responsável por simplesmente limpar as contas de reserva dos bancos, dos casos do Batuque, de transferências que estão na PJ, de empresas chinesas que só emitiram uma fatura e fecharam a conta”.

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