Selecionador da Venezuela demite-se por questões políticas

O selecionador venezuelano de futebol, Rafael Dumadel, colocou o seu lugar à disposição dos dirigentes, referindo que existe uma politização da situação que rodeia a sua equipa, que venceu a Argentina (3-1) em jogo particular.

A seleção da Venezuela recebeu a visita de António Ecarri, representante em Espanha do autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, horas antes da partida e, de seguida, publicou uma fotografia do encontro numa rede social.

“Conversei com o vice-presidente e coloquei o meu lugar à disposição dos dirigentes, porque temos estado a navegar em águas muito turvas. Tudo foi politizado e eu sou o líder de uma seleção de um país inteiro”, disse Rafael Dumadel.

O selecionador referiu que “por respeito” vai estar no banco no próximo jogo particular que se disputada em Girona, na segunda-feira, contra a seleção da Catalunha.

A Venezuela venceu a Argentina por 3-1, em encontro particular de preparação para a Copa América em futebol, disputado no Wanda Metropolitano, em Madrid.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro, não reconhecendo a legitimidade do governo liderado por este.

Cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos e a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela encarregado de organizar eleições livres e transparentes naquele país.

Na Venezuela, a crise tem tido repercussões políticas, económicas e humanitárias. No país residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela situa-se nos 3,4 milhões.

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