Bruno de Carvalho pagou por jogadores cabo-verdianos que não existem nos registos oficiais

Bruno de Carvalho, fala aos jornalistas onde disse que um juiz suspendeu a decisão de revogação do seu mandato de presidente do Sporting, determinada na Assembleia Geral (AG) do clube realizada em 23 de junho, estádio de Alvalade, Lisboa, 17 de agosto de 2018. Eleito presidente do clube em março de 2013 e reconduzido em 2017, Bruno de Carvalho foi destituído do cargo na reunião magna de junho, com 71,36% dos votos, e posteriormente suspenso de sócio pela Comissão de Fiscalização, criada na sequência da demissão da maioria dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Sporting terá pago, durante a presidência de Bruno de Carvalho, cerca de 330 mil euros ao Batuque FC, clube de Cabo Verde, pelo direito de preferência sobre sete jogadores pré-identificados, dos quais quatro não constam nos registos da Associação de Futebol de São Vicente, segundo avança o jornal “Correio da Manhã”.

De acordo com a publicação, além dos quatro jogadores impossíveis de identificar nos registos da associação de futebol cabo-verdiana e da FIFA, os outros três jogadores não sabiam do protocolo assinado com o Sporting.

Frederico Varandas reportou a situação, em conferência de imprensa no último mês, da decisão tomada ainda durante a direção de Bruno de Carvalho. O acordo implica a preferência sobre os jogadores Fabrício Koné, Kevin Patrick Alves Fortes, Júnior Jorge Coelho da Cruz, Julmiro da Silva, Admirson Soares, Widilton Santos, Waxel e Walter dos Santos Maxel, dos quais nunca recebeu qualquer relatório técnico, registo fotográfico, ou de vídeo.

Os jogadores identificáveis são Kévin Patrick Fortes, que ainda alinha no Batuque FC, Fabrício Koné, que joga na segunda divisão de Cabo Verde, e Júnior Jorge Cruz, que joga noutro clube do primeiro escalão do país.

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