Novak Djokovic e Simone Biles vencem Laureus

O tenista sérvio Novak Djokovic e a ginasta norte-americana Simone Biles foram distinguidos, esta segunda-feira, como atletas do ano de 2018, nos Prémios Laureus, conhecidos como os Óscares do desporto.

Djokovic, de 31 anos, conquistou dois torneios do Grand Slam: Wimbledon e US Open, tendo acrescentado o regresso ao topo do “ranking” mundial de ténis ao currículo.

No discurso de agradecimento, Djokovic revelou que esteve para deixar o ténis após a operação ao cotovelo, em 2018. Quando, após a cirurgia, os resultados não apareceram logo, o sérvio “questionou tudo” e pensou em “deixar o ténis e muitas outras coisas”.

“A minha vida não tinha equilíbrio. Custou-me vários meses para voltar a encontrar-me. Quando consegui a meta de ter os quatro Slams [Roland Garros, 2016] senti um grande alívio, mas não me sentia realizado. Não fui capaz de desfrutar o caminho, porque estava obcecado com o objetivo.

Então, entendi a filosofia de viver no momento. Aprendi tantas coisas sobre mim mesmo e sobre a vida. Tive de fazer muito trabalho interior durante os últimos 15 meses, mas agora estou aqui. Parece um conto de fadas”, admitiu Djokovic.

Biles, de 21 anos, arrecadou quatro medalhas de outro, uma de prata e outra de bronze nos Mundiais de ginástica artística de Doha. Tornou-se a primeira norte-americana da história a subir ao pódio em todos os eventos de um campeonato do mundo.

A seleção francesa de futebol, que venceu o Mundial da Rússia, levou para casa o prémio para a equipa do ano. O treinador francês Arsène Wenger recebeu o prémio carreira, pelos 22 anos à frente do Arsenal.

O golfista Tiger Woods foi eleito o regresso do ano, já a esquiadora norte-americana Lindsey Vonn, que recentemente anunciou a sua retirada, recebeu a distinção do espírito do desporto. O alpinista chinês Xia Boyu, amputado das duas pernas, venceu o galardão para melhor momento desportivo do ano, pela conquista do Monte Evereste.

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