SAD do Benfica ilibada de todos os crimes no processo E-toupeira



A juíza Ana Peres considera que não houve prática de falsidade informática e oferta ou recebimento de vantagem indevida por parte da SAD do Benfica, e ilibou as águias de 29 dos 30 crimes imputados.


Deste modo, não se esperam quaisquer consequências desportivas relacionadas com o clube, mas apenas uma sanção pecunária, que poderá acontecer como consequência da imputação do crime de corrupção ativa, o único ainda com decisão pendente.


Já José Silva, antigo observador de árbitros, e José Augusto Silva, oficial de justiça, também não serão julgados pelos crimes que violação do segredo de funcionário, nem pelos crimes de falsidade informática.


A Benfica SAD estava acusada de 30 crimes pelo Ministério Público (MP): um de corrupção ativa, outro de oferta ou recebimento indevido de vantagem e 28 crimes de falsidade informática. São também arguidos Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico da SAD encarnada, Júlio Loureiro e José Augusto Silva.


O MP pediu que o processo “e-toupeira” siga para julgamento, reiterando que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, tinha conhecimento das ações de Paulo Gonçalves.


“Os arguidos aceitaram as ofertas. A SAD do Benfica, por intermédio, de Paulo Gonçalves, aceitou as informações que ia recebendo, que funcionava como uma recompensa para os mesmos continuarem a dar informações. Em casos de corrupção dificilmente há prova tão vasta ou cristalina como neste caso”, afirmou Válter Alves, procurador na fase de instrução e responsável pela acusação do MP.


Paulo Gonçalves responde por 79 crimes, incluindo corrupção ativa, oferta ou recebimento indevido de vantagem e violação de segredo de justiça, entre outros. José Augusto Silva foi o único arguido que recusou prestar declarações durante a fase instrutória do processo, que é facultativa para a defesa e tem como objetivo determinar quem vai a julgamento e acusado de que crimes.



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