O presidente do Sindicado dos Jogadores, Joaquim Evangelista, elaborou um pouco, esta terça-feira, sobre os três pilares em que irão assentar as propostas dos jogadores de futebol, para colocar um ponto final no clima de suspeição que tem sido levantado sobre o seu profissionalismo.

Na secretaria de Estado da Juventude e Desporto, após o encontro com João Paulo Rebelo, Evangelista revelou que as primeiras medidas serão de sensibilização e para detalhar ainda com a época a decorrer.

"Estamos a pensar, entre o último jogo [do campeonato] e o jogo [da final] da Taça [de Portugal], reunir todos os capitães de equipa, para discutir algumas medidas que foram aqui apresentadas. Passam por medidas educativas. Ou seja, como é que os jogadores também podem ajudar e contribuir para criar um clima positivo no futebol português? Através de campanhas que valorizem os jogadores e passem uma mensagem junto dos mais jovens e dos adeptos de que exigem respeito", explicou.

Os jogadores também pretendem que a culpa não "morra" solteira, quando dirigentes desportivos, nomeadamente presidentes, sem prova fundamentada, coloquem em causa o seu profissionalismo:

"Do ponto de vista regulamentar, é possível aqueles que têm responsabilidade concreta no futebol e que muitas vezes, publicamente, assumem comportamentos contra os jogadores poderem ser sancionados. Refiro-me àqueles presidentes, diretores ou treinadores que acusam os jogadores, objetivamente e publicamente, com o efeito negativo que isso tem para os próprios e para a classe."

No plano legislativo, Evangelista admite maior dificuldade em intervir. "É onde é mais difícil encontrar uma plataforma que articule posições no sentido de alterar a lei e, eventualmente, melhorar o ambiente no futebol, a este respeito. Aí, é mais difícil, mas se nós nos sentarmos com as outras entidades, que é o compromisso, podemos encontrar algumas respostas a esse nível", sublinhou o presidente do Sindicato.

O Sindicato dos Jogadores foi uma das entidades que marcaram presença, esta terça-feira, na Assembleia da República, na conferência parlamentar sobre violência no desporto.

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