A ronda alemã do Campeonato do Mundo FIA de Ralicross (World RX) é um dos eventos mais populares do calendário. Realizada a norte do país, não muito longe da importante cidade de Hamburgo, será a penúltima prova do ano do calendário e a última em solo europeu. O Team PEUGEOT Total regressa às competições bem mais perto de casa, depois de duas intensas semanas de aprendizagem nos EUA e prepara-se para enfrentar as condições meteorológicas difíceis, já que o outono alemão traz, na maioria das vezes, muita chuva.

Sébastien Loeb e Timmy Hansen mantiveram em alta o bom ritmo do Team PEUGEOT Total, alcançando a Final na anterior ronda do Campeonato, no passado fim de semana nos EUA (10ª jornada de um total de 12). Este resultado está em linha com a estratégia da PEUGEOT Sport, pois a equipa prossegue com a aprendizagem e o desenvolvimento do PEUGEOT 208 WRX Evo, naquela que é a sua primeira temporada como equipa 100% oficial no WRX.

Após um promissor desempenho nos EUA, Kevin Hansen, o benjamim da equipa, está determinado em juntar-se aos seus colegas de equipa na Final de Estering.

Buxtehude é uma pista rápida e radical, muito variada em termos de velocidade e aderência, e com muitos outros desafios que os pilotos terão de enfrentar. Localizado nas profundezas de uma zona rural, a 35 quilómetros de Hamburgo, o circuito tem 952 metros de extensão e possui uma configuração 60% alcatrão/40% terra, sendo a largura do traçado entre os 10 e os 16 metros. O recorde da pista data do ano passado: 35,277 segundos, uma proeza da autoria de Johan Kristoffersson, o entretanto coroado Campeão de 2018. O fim de semana promete oferecer uma experiência de ralicross ao estilo old school, com uma configuração compacta e milhares de fãs entusiásticos que criam um ambiente de festa ao longo do todo o evento.

Kenneth Hansen, Diretor do Team PEUGEOT Total
“Buxtehude é um circuito interessante porque permite diversas formas de abordagem, tanto em termos de set-up como no estilo de condução. O circuito é relativamente pequeno mas tem um pouco de tudo, desde uma reta rápida, onde podemos chegar aos 170/180 km/h, até uma chicane em terra a subir que se pode tornar bastante difícil. Embora a pista não tenha uma zona de salto, não é raro ver os carros no ar devido às covas e buracos que se formam no piso. É quase como um carrocel, mas é muito divertido. Nesta altura do ano, o tempo na zona é muito imprevisível. O curioso é que, se chover, a terra tende a absorver a humidade. Penso que se trata de um circuito favorável ao nosso carro, portanto estamos a contar com um bom desempenho.”

Sébastien Loeb, PEUGEOT 208 WRX Evo #9
“A corrida na Alemanha é um grande desafio. É uma pista onde ‘voamos’ bastante porque a aderência é quase inexistente, tanto no alcatrão como na terra, o que torna as coisas particularmente difíceis. É consideravelmente estreita, mas é interessante. Para ser sincero, não é um dos meus circuitos favoritos, mas espero que, com as nossas mais recentes evoluções, o carro seja competitivo e possamos obter um bom resultado. Como sempre, o objetivo é ter um fim de semana ‘limpo’ logo desde o início, evitando andar ‘embrulhado’ na multidão: este é o verdadeiro segredo para ter sucesso no ralicross. O que tem sido encorajador é o progresso constante que temos feito no desenvolvimento do 208 WRX: os engenheiros e os mecânicos têm trabalhado arduamente. Espero que isso se traduza em pista.”

Timmy Hansen, PEUGEOT 208 WRX Evo #21
‘’A pista alemã é um circuito de terra ‘a sério’, onde temos de andar sempre em modo de ataque, logo desde o início. Vai ser divertido. Depois do fim de semana nos EUA, onde as ultrapassagens eram muito difíceis, Buxtehude vai ser um pouco diferente. Tudo pode acontecer. É um verdadeiro circuito de ralicross, do tipo ‘old school’. Estou ansioso por correr lá: é o tipo de pista onde atiramos o carro para uma curva, aceleramos a fundo e atiramos com terra pelo ar, ou seja, divertimo-nos à grande. No ano passado, fui 2º na Alemanha, pelo que só há uma forma de melhorar esse resultado!”

Kevin Hansen, PEUGEOT 208 WRX #71
“Passar de Austin para Buxtehude vai ser um contraste tão grande como aquele que o meu irmão sentiu no passado fim de semana, quando passou do circuito dos Nitro Games, no Utah, para o circuito de Austin, no Texas. Buxtehude é uma pista de ralicross muito tradicional e é uma das minhas preferidas. Nos dois últimos anos cheguei sempre à Final, portanto tenho um bom ‘feeling’ da pista e conto com um bom resultado. A secção de terra é mesmo ‘old school’: as pistas mais recentes têm uma mistura de pó de alcatrão com terra, sendo que essa camada tende a desaparecer muito rapidamente, e depois temos uma superfície muito mais firme logo abaixo. A zona de terra tradicional que encontramos na Alemanha é muito mais solta, portanto temos atravessar muito mais o carro, o que torna a condução bem mais agressiva: pura diversão!”
CAMPEONATO DE PILOTOS (após 10 provas de 12)
1. Johan KRISTOFFERSSON / Volkswagen Polo R - 281 pontos
2. Mattias EKSTRÖM / Audi S1 - 204
3. Petter SOLBERG / Volkswagen Polo R - 202
4. Andreas BAKKERUD / Audi S1 - 200
5. Sébastien LOEB / PEUGEOT 208 WRX - 195
6. Timmy HANSEN / PEUGEOT 208 WRX - 163
7. Niclas GRÖNHOLM / Hyundai i20 - 124
8. Kevin HANSEN / PEUGEOT 208 WRX - 113
9. Janis BAUMANIS / Ford Fiesta - 79
10. Timur TIMERZYANOV / Hyundai i20 - 77

CAMPEONATO DE EQUIPAS (após 10 provas de 12)
1. PSRX Volkswagen Sweden - 483 pontos
2. EKS Audi Sport - 404
3. Team PEUGEOT Total - 358
4. GRX Taneco - 201
5. GC Kompetition - 130
6. Olsbergs MSE – 50

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