Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, ainda aguardava, até à noite de segunda-feira, pelo desfecho da reunião do Conselho Fiscal e Disciplinar para comunicar a decisão que apontava para a convocação de uma assembleia geral para revogação do mandato de Bruno de Carvalho como presidente do Conselho Diretivo.

A estratégia da figura máxima do clube em termos institucionais passa por uma posição concertada dos dois órgãos sociais, cujos presidentes, o próprio Jaime Marta Soares e Nuno Silvério Marques, foram objeto de críticas do presidente Bruno de Carvalho.

Na reunião da Mesa da Assembleia Geral da SAD, em que estiveram presentes o presidente do órgão, a vice-presidente Eduarda Proença de Carvalho e os secretários Miguel de Castro, Luís Pereira e Tiago Abade, foi debatida a possibilidade de convocar uma assembleia geral extraordinária para breve, com base no artigo 40.º dos estatutos do clube, para revogar com justa causa o mandato do presidente - sem que os fundamentos sejam ainda conhecidos -, previsivelmente até meio do próximo mês, entregando a direção do clube a uma comissão de gestão até que o próximo ato eleitoral seja realizado, estando este apontado, eventualmente, para finais de junho/início de julho.

Porém, se a reunião da Mesa da Assembleia Geral, que decorreu entre as 14h00 e as 18h30, serviu para debater esta e outras questões, longe da interferência de Bruno de Carvalho, o Conselho Fiscal e Disciplinar, liderado por Nuno Silvério Marques e formado pelo vice-presidente Vicente Lemos Caldeira Pires e pelos vogais Vítor Bizarro Vale, Miguel Fernandes, Fernando de Carvalho e João Carlos Peixoto da Silva, reuniu-se pela noite fora, já sem o vogal Jorge Gaspar, que, recorde-se, apresentou a sua demissão por não concordar com a postura e gestão do presidente

 

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