A polícia da Bélgica encetou, esta quarta-feira, cerca de 60 buscas em 13 países europeus, no âmbito da investigação a um alegado sistema de corrupção no futebol, relacionada com transferências de jogadores suspeitas e manipulação de resultados na Liga daquele país. As buscas levaram à detenção de várias personalidades do futebol belga, entre eles Ivan Leko, treinador do Club Brugge, vigente campeão.

De acordo com o comunicado do Ministério Público (MP) belga, as buscas mobilizaram 220 polícias na Bélgica, França, Luxemburgo, Chipre, Montenegro, Sérvia e Macedónia, entre outros. Um porta-voz do MP confirmou à agência AFP a detenção de Mogi Bayat, iraniano que é descrito, pelo portal "VRT", como "o agente de futebol mais importante da Bélgica", que controla 90% do mercado de transferências de jogadores.

Herman Van Holsbeeck, ex-presidente do Anderlecht, os árbitros Sebastien Delferière e Bart Vertenten, e outros agentes desportivos tiveram o mesmo destino de Ivan Leko. Foram detidos, ainda, os agentes Deja Velkjovic e Karim Mejatti. Ao todo, foram detidas 25 pessoas, segundo Kristof Terror, jornalista do canal televisivo "HLN".

O MP refere que as "investigações abrangem atividades de uma rede criminosa, nomeadamente, branqueamento de capitais e corrupção". A imprensa belga avança que a polícia realizou buscas em casas de dirigentes, empresários, jogadores, árbitros e treinadores, além de vários clubes: Club Brugge, Anderlecht, Standard, Genk, Gent, Kortrijk, Lokeren, Kortrijk, Oostende e KV Mechelen, conforme adianta o "VRT".

Mais tarde, foi aberta, à parte mas como consequência das 57 buscas realizadas, uma investigação ao agente Christophe Henrotay, suspeito de omitir taxas de comissões, nomeadamente nas transferências de Romelu Lukaku (agora no Manchester United) do Chelsea para o Everton e de Youri Tielemans do Anderlecht para o Mónaco.

A investigação tem está assente num relatório da Unidade de Fraude Desportiva da Polícia Federal, de 2017, em que foram revelados indícios de transações suspeitas no campeonato belga. Diz o jornal "Le Libre" que a investigação teve origem já em 2017, levada a cabo pela Unidade Federal Contra a Corrupção, após descoberta de várias transações suspeitas em transferências de jogadores e assinaturas de contratos.

 

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