A assembleia geral extraordinária da Liga Portugal aprovou por unanimidade ou maioria qualificada, esta quarta-feira, alterações substanciais ao Regulamento Disciplinar do organismo, que passam pelo agravamento de várias normas e às quais não é alheio o contexto atual do futebol nacional.

Na reunião magna que durou oito horas, na sede do organismo, no Porto, os clubes concordaram no aumento do valor de multas a aplicar em caso de infrações mas, acima de tudo, num cenário de perda de pontos. As medidas aprovadas terão agora de ser aprovadas em assembleia geral da Federação Portuguesa de Futebol.

Este último, drástico, acaba por ser o mais relevante, no que diz respeito a uma prática que recentemente passou a figurar crime, no âmbito penal: pagar para ganhar, bem em voga no futebol nacional. Ora, neste caso, sempre e quando seja provado que algum clube apresente um incentivo financeiro a outro emblema para que vença o seu jogo, o clube que ativamente promova essa prática incorre numa pena de perda de três a cinco pontos na classificação.

Foram igualmente aprovadas punições mais musculadas a dirigentes que incitem à violência ou protagonizem comportamento fora das normas. Traduzindo: um dirigente que, dentro de um quadro específico que estará previsto, cometa duas infrações, fica sujeito, à terceira, a pagar multas mais elevadas e, em extremo, a ser impedido de entrar em estádios.

 

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