Um ano depois de ter triunfado, pela primeira vez no Rali Vinho Madeira, Alexandre Camacho (Skoda Fabia R5) repetiu o triunfo, depois de uma prova que dominou de fio a pavio, com Miguel Nunes (Citroen DS3 R5) a terminar na segunda posição, sendo o primeiro piloto madeirense a ganhar por duas vezes a mais importante prova ao automobilismo regional.

E o pódio só não foi monopolizado pelas equipas madeirenses, por causa do abandono de João Silva (Citroen DS3 R5), que estava na terceira posição, já com quase 30” de avanço sobre José Pedro Fontes, quando desistiu na quarta classificativa.

Apesar da vitória, Alexandre Camacho não escapou a um susto, quando furou na parte final da penúltima especial, mas o tempo perdido (8,1”) não colocou em causa o justo triunfo, face ao domínio exercido.

E no final, o piloto não escondia a satisfação «por ser o primeiro piloto madeirense a ganhar por duas vezes o Rali Vinho Madeira, depois de dois dias muito difíceis, por causa da pressão do Miguel e do calor, mas é o resultado do muito trabalho que tivemos antes da prova».

Já Miguel Nunes reconhecia que «o Alexandre esteve com um ritmo muito elevado, mas estamos satisfeitos com o que fizemos, porque terminar em segundo, uma prova como esta, é um excelente resultado».

José Pedro Fontes (Citroen C3 R5) acabou por completar o pódio e foi o primeiro entre os interessados no Campeonato de Portugal, mas é preciso sublinhar que os pilotos continentais, que têm condições financeiras e técnicas superiores às dos seus adversários viram ser-lhes passado um “atestado de incompetência”, porque nunca estiveram em posição de discutir as primeiras posições.

E se é certo que as equipas madeirenses têm a vantagem de “jogar em casa”, a superior experiência das duplas que se deslocaram do continente, com carros mais evoluídos, devia-lhes ter permitido outro protagonismo.

A fase final da prova liquidou as aspirações de Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5), que capotou, no final da penúltima especial, quando era quarto, e de Pedro Paixão (Hyundai i20 R5), que estava a fazer uma prova fantástica e viu o carro pegar fogo, na última classificativa, quando tinha subido ao quarto lugar, como consequência do abandono do piloto do Skoda.

Uma palavra para considerar que, embora nada o impeça, não é aceitável, por questões de princípios e éticos, que um elemento dos Orgãos Sociais da FPAK, na circunstância da Direção, participe em provas oficiais.

 

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