O Paços de Ferreira e o Belenenses empataram hoje 1-1, em jogo da 31.ª jornada da I Liga de futebol, disputado na Capital do Móvel, que mantém os pacenses próximos da zona de descida.

Luiz Phellype, aos 13 minutos, colocou a equipa pacense na frente do marcador, confirmando a superioridade inicial da equipa, mas o Belenenses respondeu e chegou à igualdade, que se aceita, no arranque da segunda parte, aos 46 minutos, através de Maurides.

Após duas derrotas consecutivas, o Paços entrou determinado, jogando com velocidade nas transições, numa estratégia que lhe permitiu ganhar vários lances no meio campo contrário. Nesta fase inicial, o Belenenses sentiu algumas dificuldades, sobretudo para perceber e anular os movimentos de Luiz Phellype, a referência ofensiva dos 'castores'.

O avançado brasileiro e melhor marcador do Paços protagonizou os primeiros lances de perigo, o primeiro aos seis minutos, quando roubou a bola a Bakic e de longe tentou surpreender André Moreira, que nada pôde fazer aos 10, quando viu Luiz Phellype, sem marcação, acertar no 'ferro' da sua baliza.

O Paços, com Bruno Santos, Assis, Rúben Micael e Mabil como novidades no 'onze', ameaçava chegar ao golo, o que viria a acontecer pelo inevitável Luiz Phellype, aos 13, a corresponder de cabeça a um centro teleguiado de Xavier da direita.

O Belenenses, que também foi a jogo com quatro alterações na equipa inicial (Nuno Tomás, André Sousa, Nathan, Maurides), reagiu de pronto à desvantagem, chamando a si a iniciativa e, com algum consentimento estratégico dos locais, subiu no terreno e instalou-se no meio campo adversário.

O domínio, assente num futebol apoiado, não teve grande tradução em termos de oportunidades de golo, apesar dos sérios avisos de Licá, aos 22 e 41 minutos, como já tinha feito antes, aos 11, Diogo Viana, ao beneficiar de um dos vários passes errados de Rúben Micael.

O futebol positivo da formação do Restelo deu frutos logo no reatamento, logo aos 46 minutos, num lance semelhante ao tento do Paços, com Maurides a desviar entre os centrais um centro de Diogo Viana da direita.

Este golo teve o condão de despertar a equipa pacense, para quem o resultado servia menos os seus interesses, mas o crescimento no jogo só se acentuou a partir da entrada de Vasco Rocha, no lugar do apagado Rúben Micael, aos 74 minutos, mas o melhor que a equipa conseguiu foi assustar André Moreira, já nos descontos, num remate frontal de Filipe Ferreira.

Apesar da intensidade colocada pelas duas equipas, a qualidade baixou e, neste período, as oportunidades rarearam. Só por uma vez, por Licá, aos 79 minutos o Belenenses fez perigar a baliza de Rafael Defendi, mas um mau controlo da bola fez desperdiçar o que poderia ser uma boa oportunidade de remate.

Nos instantes finais, os pacenses reclamaram uma grande penalidade, por mão na bola de um defesa do Belenenses, que o árbitro, secundado pelo videoárbitro, não atendeu. Na sequência dos protestos, Rúben Micael, já no banco, e o delegado ao jogo do Paços, foram expulsos.

Na classificação, o Paços de Ferreira subiu ao 15.º lugar, com 29 pontos, os mesmos de Moreirense e Vitória de Setúbal, 13.º e 14.º classificados, respetivamente, mas conta apenas mais três do que o Estoril, 17.º e primeiro abaixo da linha de despromoção, que recebe ainda hoje o Benfica, enquanto o Belenenses ocupa um tranquilo 11.º lugar, com 34 pontos.

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